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14/06/2011 14:47
O SENHOR DOS EX?RCITOS - de Matan Gicovate e texto de Paulliny Gualberto

O SENHOR DOS EXÉRCITOS

 

“A Palestina é uma terra sem povo para um povo sem terra”, proclamava o movimento sionista ao propor, na década de 1890, o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu, exilado daquela região pelos romanos no ano 70 d.C.. Após anos de intensa imigração judaica, em 14 de maio de 1948, sob efeito da catástrofe ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial, com a aprovação da Organização das Nações Unidas (ONU) e o interesse das grandes potências na criação de uma zona de influência no Oriente Médio, foi declarada a independência do Estado de Israel.
Mas ao contrário da idéia propagada, a Palestina não era uma terra sem povo, milhares de pessoas a habitavam – os palestinos, ou filisteus, que ali se assentaram séculos antes de Cristo. Segundo determinações da ONU, a terra deveria ter sido dividida em dois Estados: um árabe, outro judeu. As regiões da Faixa de Gaza e da Cisjordânia integrariam o Estado árabe-palestino, entretanto foram ocupadas militarmente por Israel após a Guerra dos Seis Dias, em 1967. E embora a Autoridade Nacional Palestina (ANP) tenha administrado a Faixa de Gaza e porções dispersas da Cisjordânia nos últimos anos, o Estado de Israel mantém o controle de suas fronteiras, assim como do espaço aéreo e acesso marítimo. A nação palestina não tem soberania e as arbitrariedades cometidas contra ela montaram o cenário de um conflito que parece não ter fim.
Que a criação de um Estado independente para o povo judeu é legítima não resta dúvida. Séculos de anti-semitismo apontaram para essa necessidade urgente. Contudo, Israel se encontra em posição bastante diferente daquela proposta em sua Declaração de Independência: criar um Estado baseado na justiça e na paz, com garantias de liberdade para o benefício de todos os seus habitantes. O que percebemos é a difusão de uma ideologia beligerante que faz do povo judeu vítima de si mesmo.
Afinal, que segurança Israel oferece de fato para seus cidadãos? Quais são as chances da população israelense viver no futuro essas promessas de paz? Se é justamente a intransigência, alimentada no cotidiano e justificada sempre como medida indispensável à segurança nacional, o combustível dos conflitos.
Matan Gicovate, fotógrafo, cidadão brasileiro e israelense, serviu às Forças de Defesa de Israel durante três anos e conhece bem o cerco ideológico do país. Em O Senhor dos Exércitos, buscou retratar a mentalidade israelense no dia-a-dia de diversas cidades da região. O que podemos observar neste trabalho é o assédio de um discurso nacionalista, promotor do comportamento belicoso que pouco tem contribuído para a solução definitiva dos problemas internacionais do Estado de Israel.
Israelenses e palestinos têm um ideal comum – viver cada povo no seu próprio Estado, com fronteiras definidas e respeitadas internacionalmente. E esse é um objetivo passível de ser alcançado somente quando houver entendimento entre os dois povos, o que exige uma difícil, mas essencial transformação de consciência de ambas as partes. Para alcançar a paz é preciso sobrepujar a intolerância.
Se este é um caminho verdadeiramente possível não estamos certos, dados os fortes interesses em jogo e as limitações da natureza humana, no entanto acreditamos que seja o único capaz de dar fim a décadas de fanatismo e barbárie.
Por isso, este trabalho propõe-se a vasculhar embaixo da terra as raízes do ódio, expô-las e lançar no ar a seguinte pergunta: é esta a direção que queremos seguir? Enquanto humanidade, eis uma questão para todos nós.


Texto e legendas: Paulliny Gualberto

Fotografias: Matan Gicovate

Contatos: matan78@gmail.com
pauline.com@gmail.com

 

 

 

 

 

 

Jerusalém é tida como a capital do Estado de Israel, embora não seja reconhecida como tal pela Organização das Nações Unidas. Locais sagrados para o judaísmo e para o islamismo encontram-se bastante próximos: ao centro, o Muro das Lamentações, atrás, a Esplanada das Mesquitas. Jerusalém é tida como a capital do Estado de Israel, embora não seja reconhecida como tal pela Organização das Nações Unidas. Locais sagrados para o judaísmo e para o islamismo encontram-se bastante próximos: ao centro, o Muro das Lamentações, atrás, a Esplanada das Mesquitas. As cúpulas dourada e prateada pertencem, respectivamente, à Mesquita Al-Aqsa e ao Domo da Rocha.


As cúpulas dourada e prateada pertencem, respectivamente, à Mesquita Al-Aqsa e ao Domo da Rocha.

 

 

Nas paredes de Mea Shearim, bairro judeu ortodoxo de Jerusalém, o cartaz diz: “Há uma nuvem negra sobre o coração de Jerusalém. Com as nossas almas defenderemos Jerusalém”. Reflexo do processo de criação do Estado de Israel, esta impressão é uma constante na vida de seus habitantes.
Nas paredes de Mea Shearim, bairro judeu ortodoxo de Jerusalém, o cartaz diz: “Há uma nuvem negra sobre o coração de Jerusalém. Com as nossas almas defenderemos Jerusalém”. Reflexo do processo de criação do Estado de Israel, esta impressão é uma constante na vida de seus habitantes

Réplicas de armas, vendidas nas ruas de Beer Sheva, lembram-nos que a manutenção do Estado é feita pelas armas de fogo. Estima-se que, em 2007, o governo israelense investirá 9,0% do PIB em suas forças armadas, o que corresponde a cerca de 14 bilhões de dólares.
Réplicas de armas, vendidas nas ruas de Beer Sheva, lembram-nos que a manutenção do Estado é feita pelas armas de fogo. Estima-se que, em 2007, o governo israelense investirá 9,0% do PIB em suas forças armadas, o que corresponde a cerca de 14 bilhões de dólares.

 

 

Homens oram no Muro das Lamentações. “Restaura-nos, ó, Senhor dos Exércitos! Faz resplandecer o Teu rosto e seremos salvos.” (Salmos 80:7).
Homens oram no Muro das Lamentações. “Restaura-nos, ó, Senhor dos Exércitos! Faz resplandecer o Teu rosto e seremos salvos.” (Salmos 80:7).

 

 

Na Cidade Velha, centro histórico de Jerusalém, camisetas mostram aos turistas a face de uma nação consolidada sobre seis décadas de conflito.


Na Cidade Velha, centro histórico de Jerusalém, camisetas mostram aos turistas a face de uma nação consolidada sobre seis décadas de conflito.

 

 

Em Tel Aviv, a propaganda das Forças de Defesa de Israel:
“Estudante do 12º ano (corresponde ao 3º ano do ensino médio no Brasil), você é doente por ação? Venha ser médico de guerra [...] Você desfrutará de desafios emocionantes, excelente estrutura, benefícios financeiros e ação verdadeira, que salva vidas – todas as vidas!”
Em Tel Aviv, a propaganda das Forças de Defesa de Israel:
“Estudante do 12º ano (corresponde ao 3º ano do ensino médio no Brasil), você é doente por ação? Venha ser médico de guerra [...] Você desfrutará de desafios emocionantes, excelente estrutura, benefícios financeiros e ação verdadeira, que salva vidas – todas as vidas

 

 

Jovens da organização Aharai (palavra hebraica que significa Siga-me) no deserto do Negev. O Aharai é uma organizaçJovens da organização Aharai (palavra hebraica que significa Siga-me) no deserto do Negev. O Aharai é uma organização não-governamental que trabalha com jovens israelenses em situação de risco. Promove uma série de atividades educativas cujo objetivo declarado é instituir-lhes valores de democracia, tolerância, sionismo e amor ao país.


ão não-governamental que trabalha com jovens israelenses em situação de risco. Promove uma série de atividades educativas cujo objetivo declarado é instituir-lhes valores de democracia, tolerância, sionismo e amor ao país.

 

 

Dentre as atividades desenvolvidas pelo Aharai, a principal é o preparo dos jovens para a ocupação de posições de liderança durante o serviço militar, a fim de que se tornem “cidadãos valiosos que podem contribuir com o Estado de Israel”.
Dentre as atividades desenvolvidas pelo Aharai, a principal é o preparo dos jovens para a ocupação de posições de liderança durante o serviço militar, a fim de que se tornem “cidadãos valiosos que podem contribuir com o Estado de Israel”.

 

 

Na base de treinamento militar Guivati, coronel das Forças de Defesa de Israel (FDI) mostra aos jovens da organização Aharai o fuzil Tavor, com poder de fogo de 750 a 900 disparos por segundo, utilizado pelos soldados de sua unidade.
Na base de treinamento militar Guivati, coronel das Forças de Defesa de Israel (FDI) mostra aos jovens da organização Aharai o fuzil Tavor, com poder de fogo de 750 a 900 disparos por segundo, utilizado pelos soldados de sua unidade.

 

 

A passagem pelo Aharai é para esses jovens o ensaio da grande transição de suas vidas: dos tempos pueris da adolescência para a defesa do Estado de Israel, a serviço das forças do exército.

A passagem pelo Aharai é para esses jovens o ensaio da grande transição de suas vidas: dos tempos pueris da adolescência para a defesa do Estado de Israel, a serviço das forças do exército.

 

 

Jovens soldados juram à bandeira no Muro das Lamentações. O serviço militar em Israel é compulsório e todos os homens e mulheres são recrutados aos 18 anos. Os homens servem por 3 anos e as mulheres, 21 meses. Finalizado o serviço obrigatório, cada soldado é designado a uanos de idade, devem prestar serviço por 39 dias anualmente, período que pode ser estendido em tempos de emergência.

ma unidade de Jovens soldados juram à bandeira no Muro das Lamentações. O serviço militar em Israel é compulsório e todos os homens e mulheres são recrutados aos 18 anos. Os homens servem por 3 anos e as mulheres, 21 meses. Finalizado o serviço obrigatório, cada soldado é designado a uma unidade de reserva e os homens, até os 51 anos de idade, devem prestar serviço por 39 dias anualmente, período que pode ser estendido em tempos de emergência.


reserva e os homens, até os 51

 

 

Nos Túneis do Muro das Lamentações, soldados festejam o ingresso nas FDI, umas das forças armadas com melhor treinamento combativo do mundo.
Defender a soberania do Estado e reprimir o terrorismo é um sonho comum dos jovens israelenses, que costumam ver no serviço militar motivo de contentamento e orgulho. Nos Túneis do Muro das Lamentações, soldados festejam o ingresso nas FDI, umas das forças armadas com melhor treinamento combativo do mundo.
Defender a soberania do Estado e reprimir o terrorismo é um sonho comum dos jovens israelenses, que costumam ver no serviço militar motivo de contentamento e orgulho.

 

 

Soldados do curso de formação de comandantes fazem treinamento em navegação, no deserto do Negev. Devido à pequena extensão territorial de Israel, as FDI devem tomar a iniciativa de combate quando pareça necessário e, caso sejam atacados, transferir rapidamente a batalha ao território inimigo. Soldados do curso de formação de comandantes fazem treinamento em navegação, no deserto do Negev. Devido à pequena extensão territorial de Israel, as FDI devem tomar a iniciativa de combate quando pareça necessário e, caso sejam atacados, transferir rapidamente a batalha ao território inimigo

 

 

A presença feminina nas FDI é expressiva. Na unidade Karkal, responsável pelo controle das fronteiras ao sul de Israel, as mulheres representam 70% do contingente e recebem um rigoroso treinamento de combate.

A presença feminina nas FDI é expressiva. Na unidade Karkal, responsável pelo controle das fronteiras ao sul de Israel, as mulheres representam 70% do contingente e recebem um rigoroso treinamento de combate.

 

 

Motivação da criação do Estado de Israel, a religiosidade está presente também no cotidiano do exército. Em seu primeiro treinamento de campo, no deserto do Negev, o jovem soldado ora a Shaharit, prece matinal da religião judaica.
Motivação da criação do Estado de Israel, a religiosidade está presente também no cotidiano do exército. Em seu primeiro treinamento de campo, no deserto do Negev, o jovem soldado ora a Shaharit, prece matinal da religião judaica.

 

 

A cidade palestina de Bil’in encontra-se na rota da construção da fronteira artificial empreendida pelo governo israelense nos limites com a Cisjordânia. Este obstáculo anexou indevidamente cerca de 50 % das terras do vilarejo, separando agricultores de suas plantações. Seus moradores desenvolveram uma rotina de protestos, geralmente considerados não-violentos, mas sempre reprimidos por forças militares.
A cidade palestina de Bil’in encontra-se na rota da construção da fronteira artificial empreendida pelo governo israelense nos limites com a Cisjordânia. Este obstáculo anexou indevidamente cerca de 50 % das terras do vilarejo, separando agricultores de suas plantações. Seus moradores desenvolveram uma rotina de protestos, geralmente considerados não-violentos, mas sempre reprimidos por forças militares.

 

 

Rani, jovem palestino da cidade de Bil’in, participa de uma das manifestações contra o que seu povo chama de “muro do Apartheid”. Em 30 de setemRani, jovem palestino da cidade de Bil’in, participa de uma das manifestações contra o que seu povo chama de “muro do Apartheid”. Em 30 de setembro de 2000, Rani participava dos protestos contra a entrada de Ariel Sharon na Mesquita Al-Aqsa, quando foi baleado no pescoço por um atirador de elite. A bala atingiu sua coluna vertebral, deixando-o paraplégico. Por medo de represálias, seu pai, Wagee, perdeu imediatamente a autorização para trabalhar em Israel.


bro de 2000, Rani participava dos protestos contra a entrada de Ariel Sharon na Mesquita Al-Aqsa, quando foi baleado no pescoço por um atirador de elite. A bala atingiu sua coluna vertebral, deixando-o paraplégico. Por medo de represálias, seu pai, Wagee, perdeu imediatamente a autorização para trabalhar em Israel.

 

 

Nas terras que pertenciam a Bil’in, a construção do assentamento judeu Modi’in Elite indica que esta pretende ser uma situação permanente. Entretanto, a perseverança de seus moradores tem atraído pacifistas de todo o mundo, que se unem a eles em manifestações a favor da liberdade e dos Direitos Humanos.
Nas terras que pertenciam a Bil’in, a construção do assentamento judeu Modi’in Elite indica que esta pretende ser uma situação permanente. Entretanto, a perseverança de seus moradores tem atraído pacifistas de todo o mundo, que se unem a eles em manifestações a favor da liberdade e dos Direitos Humanos.

 

 

“Síria aproxima mísseis à fronteira”, revela o jornal caído na estação central de ônibus de Beer Sheva. Estatísticas apontam que, durante a semana, 76,9% da população leitora de Israel acompanham o noticiário de pelo menos um de seus jornais impressos. Esse dado revela um importante fator na relação da sociedade israelense com os conflitos. Segundo o pesquisador Yaron Kats, os meios de comunicação do país estão quase q“Síria aproxima mísseis à fronteira”, revela o jornal caído na estação central de ônibus de Beer Sheva. Estatísticas apontam que, durante a semana, 76,9% da população leitora de Israel acompanham o noticiário de pelo menos um de seus jornais impressos. Esse dado revela um importante fator na relação da sociedade israelense com os conflitos. Segundo o pesquisador Yaron Kats, os meios de comunicação do país estão quase que totalmente vinculados ao governo.


ue totalmente vinculados ao governo.

 

 

“MORTE AOS ÁRABES”, prega a pichação em um muro de Mea Shearim.


“MORTE AOS ÁRABES”, prega a pichação em um muro de Mea Shearim.

 

 

Outdoor no centro de Tel Aviv. Fenômeno mundial, o seriado 24 horas não poderia deixar de fazer sucesso entre os israelenses...
Outdoor no centro de Tel Aviv. Fenômeno mundial, o seriado 24 horas não poderia deixar de fazer sucesso entre os israelenses...

 

 

Bombeiro hidráulico presta serviços em uma residência de Jerusalém. Cidadãos israelenses, maiores de 21 anos, que residam no país há pelo menos três anos, têm direito ao uso de uma arma pessoal, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo Ministério do Interior do Estado de Israel.

Bombeiro hidráulico presta serviços em uma residência de Jerusalém. Cidadãos israelenses, maiores de 21 anos, que residam no país há pelo menos três anos, têm direito ao uso de uma arma pessoal, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo Ministério do Interior do Estado de Israel.

 

 

Alunos da Universidade de Jerusalém, do curso Islamismo e Oriente Médio. Em Israel, pessoas armadas transitam em salas de aula, restaurantes e shopping centers sem causar estranhamento.

Alunos da Universidade de Jerusalém, do curso Islamismo e Oriente Médio. Em Israel, pessoas armadas transitam em salas de aula, restaurantes e shopping centers sem causar estranhamento

 

 

Movimentação na entrada de Rova Muslemit, parte muçulmana de Jerusalém.


Movimentação na entrada de Rova Muslemit, parte muçulmana de Jerusalém.

 

 

Soldadas pedem identificação a suspeitos nas ruas de Jerusalém. Pessoas de feições árabes são comumente abordadas como possíveis terroristas, ainda que sejam cidadãos árabes de Israel. O termo cidadão árabe de Israel é usado para descrever indivíduos de origem árabe, falantes da língua, os quais não são judeus, mas cidadãos do Estado. A organização Minorities at Risk (MAR) afirma que essas pessoas “sofrem descriminação política, baseada em décadas de exclusão social”.
Soldadas pedem identificação a suspeitos nas ruas de Jerusalém. Pessoas de feições árabes são comumente abordadas como possíveis terroristas, ainda que sejam cidadãos árabes de Israel. O termo cidadão árabe de Israel é usado para descrever indivíduos de origem árabe, falantes da língua, os quais não são judeus, mas cidadãos do Estado. A organização Minorities at Risk (MAR) afirma que essas pessoas “sofrem descriminação política, baseada em décadas de exclusão social”.

 

 

Soldados fazem guarda em Rova Muslemit. Nos bairros de maioria muçulmana, a presença militar é constante.
Soldados fazem guarda em Rova Muslemit. Nos bairros de maioria muçulmana, a presença militar é constante.

 

 

Em resposta à Segunda Intifada, o governo de Israel promoveu a construção de uma barreira de separação que anexou porções significativas da Cisjordânia ocidental às suas fronteiras. Considerada ilegal pela Côrte Internacional, a obra, iniciada em 2002, ergue cercas e muros de até 8 metros de altura. Junto à barreira, no acesso ao Túmulo de Raquel, local sagrado para o judaísmo, policiais orientam o trânsito de pessoas.


Em resposta à Segunda Intifada, o governo de Israel promoveu a construção de uma barreira de separação que anexou porções significativas da Cisjordânia ocidental às suas fronteiras. Considerada ilegal pela Côrte Internacional, a obra, iniciada em 2002, ergue cercas e muros de até 8 metros de altura. Junto à barreira, no acesso ao Túmulo de Raquel, local sagrado para o judaísmo, policiais orientam o trânsito de pessoas.

 

 

Em Sderot, jovens voluntários da organização Friends for Israel (FFI) pintam bloqueios de cimento, utilizados como abrigos antimísseis. Os blEm Sderot, jovens voluntários da organização Friends for Israel (FFI) pintam bloqueios de cimento, utilizados como abrigos antimísseis. Os bloqueios encontram-se dispersos nas ruas da cidade para que sejam usados em situações de emergência, quando não há possibilidade de buscar refúgio em um bunker. Criada em meados de 2006, durante a Segunda Guerra do Líbano, a FFI tem por objetivo “reacender a chama do sionismo que edificou o Estado de Israel”.
oqueios encontram-se dispersos nas ruas da cidade para que sejam usados em situações de emergência, quando não há possibilidade de buscar refúgio em um bunker. Criada em meados de 2006, durante a Segunda Guerra do Líbano, a FFI tem por objetivo “reacender a chama do sionismo que edificou o Estado de Israel”.

 

 

Meninas observam soldados nas ruas de Salah ed Din, bairro muçulmano de Jerusalém. Entre 29 de setembro de 2000 e 31 de maio de 2007, 158 crianças, entre 0 e 10 anos de idade, foram mortas nos conflitos entre Israel e Palestina. Trinta e cinco delas eram israelenses e cento e vinte eMeninas observam soldados nas ruas de Salah ed Din, bairro muçulmano de Jerusalém. Entre 29 de setembro de 2000 e 31 de maio de 2007, 158 crianças, entre 0 e 10 anos de idade, foram mortas nos conflitos entre Israel e Palestina. Trinta e cinco delas eram israelenses e cento e vinte e três, palestinas. 
três, palestinas.

 

 

Em Bil’in, o garoto empunha sua arma de brinquedo e parece sentir-se responsável pela defesa da causa de seu povo. Na parede, a mão que segura a cEm Bil’in, o garoto empunha sua arma de brinquedo e parece sentir-se responsável pela defesa da causa de seu povo. Na parede, a mão que segura a chave é um símbolo de esperança para os palestinos. Desde que foram expulsos dos territórios conquistados pelos judeus, ainda na ocasião da criação do Estado de Israel, saíram com as chaves de suas casas nas mãos para algum dia retornar.
have é um símbolo de esperança para os palestinos. Desde que foram expulsos dos territórios conquistados pelos judeus, ainda na ocasião da criação do Estado de Israel, saíram com as chaves de suas casas nas mãos para algum dia retornar.

 

 

As armas de brinquedo também são populares entre as crianças israelenses e seu comércio é permitido desde que tenham potência inferior e não sejam idênticas a armas verdadeiras. Mas é comum a aparência do brinquedo aproximar-se bastante do original.
As armas de brinquedo também são populares entre as crianças israelenses e seu comércio é permitido desde que tenham potência inferior e não sejam idênticas a armas verdadeiras. Mas é comum a aparência do brinquedo aproximar-se bastante do original.

 

 

No setor militar do Cemitério do Monte das Oliveiras, um pai cuida do túmulo de seu filho, morto em serviço. Atrás, soldados do curso de formação de comandantes estudam a dignidade dos sacrifícios ocorridos em prol da manutenção do Estado de Israel.

 

Soldado morto aos 21 anos, durante uma operação secreta das FDI. É comum encontrar, nos túmulos dos soldados, fotografias e objetos pessoais, além das insígnias das unidades às quais pertenciam.
Soldado morto aos 21 anos, durante uma operação secreta das FDI. É comum encontrar, nos túmulos dos soldados, fotografias e objetos pessoais, além das insígnias das unidades às quais pertenciam.

 

 

Os israelenses Oz Ben Meir, de 15 anos, Matat Adler, de 21 anos e Kinneret Mandel, de 23 anos foram mortos em atentado terrorista no dia 16 de outubroOs israelenses Oz Ben Meir, de 15 anos, Matat Adler, de 21 anos e Kinneret Mandel, de 23 anos foram mortos em atentado terrorista no dia 16 de outubro de 2005, no distrito de Bethlehem. O marco lembra o local da tragédia, na faixa a mensagem: Não esqueceremos, nem perdoaremos. 

de 2005, no distrito de Bethlehem. O marco lembra o local da tragédia, na faixa a mensagem: Não esqueceremos, nem perdoaremos.

 

 

Escrita no banco de um ônibus coletivo, a singela mensagem sustenta a expectativa de dias melhores, para israelenses e palestinos. A nuvem negra que paira Escrita no banco de um ônibus coletivo, a singela mensagem sustenta a expectativa de dias melhores, para israelenses e palestinos. A nuvem negra que paira sobre a região não destruiu os sonhos de paz.


sobre a região não destruiu os sonhos de paz.

 

 

Acima das incongruências, está a diversidade. A beleza de Israel é poder encontrar, sobre a mesma terra, povos de culturas tão diferentes. Mas será a harmonia possível?Acima das incongruências, está a diversidade. A beleza de Israel é poder encontrar, sobre a mesma terra, povos de culturas tão diferentes. Mas será a harmonia possível? Conviverão pacificamente judeus e muçulmanos? Nahum Goldmann, ideólogo sionista, acreditava que através da cooperação árabe-israelense o Oriente Médio renasceria. Concordamos com ele e contamos com a esperança de que é sempre possível reescrever destinos...

 

 

Este trabalho foi realizado entre os dias 02 de dezembro de 2006 e 01 de fevereiro de 2007.

Ano VII - 2007 - Equipe Jornal Olho de Águia


 

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Thalyta Ribeiro de Oliveira Incrível seus projetos, tanto de fotografia, quanto com a galeria e as produções audiovisuais. Apenas continue!!
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